Descobrimento do Brasil

Ontem comemoramos o Descobrimento do Brasil pela esquadra portuguesa de Pedro Álvares Cabral.



É hora de mostrarmos às nossas crianças a importância da data, ainda mais quando elas são bombardeadas nas escolas com informações provenientes do marxismo cultural, do revisionismo de caráter esquerdista, o que as faz não ter aquele sadio patriotismo, tão caro à tradição cristã.

Os professores politicamente corretos tendem a ensinar a nossos filhos que os portugueses aqui vieram para escravizar os índios, que estes eram todos bonzinhos e viviam sempre em harmonia com a natureza, e que o processo de conquista do Brasil foi uma opressão malvada.

O culto aos vultos nacionais é importantíssimo na formação das virtudes, no inculcar das idéias patrióticas - sem cair no nacionalismo barato - e no amor à Cristandade como um todo, como um ideal de união entre as nações que compartilham do mesmo sentimento de tributo àquele amálgama entre os elementos gregos, romanos e cristãos que moldaram o Ocidente. A descoberta, conquista e formação do Brasil por Portugal é um desenvolvimento lógico dos valores cristãos que permeavam a Europa de nossos pais, e uma consequência como que obrigatória da vitória dos lusos sobre os mouros infiéis que dominaram injustamente a Península Ibérica. Descobriu-se o Brasil, enfim, pelo sinal da Cruz e sob a influência do pensamento católico de ganhar o mundo e as almas para Cristo!

Meu amigo Sergio Menezes, a propósito, escreveu no seu Facebook, no dia do índio, a reflexão que vale a pena os pais lerem para melhor ensinarem a seus filhos sobre a civilização cristã ocidental e o Brasil:
"A visão do "bom selvagem", visão romântica da natureza humana que desembarcou no Brasil já atrasada, no século XIX, quer nos fazer acreditar que os índios eram umas criaturas boazinhas e incorruptas, uma raça que viva feliz em harmonia com a natureza, repartindo igualmente entre si as benesses que Terra lhe presenteara gratuitamente. Já os portugueses eram uns malvadões. Vieram aqui e tomaram a terra dos índios, espalharam doenças e estupraram suas mulheres.

Tudo mentira barata, que qualquer estudante não-ideologizado de História facilmente descobre, aliás sem muito esforço. Os europeus não invadiram terra nenhuma, porque só se invade o que tem dono e os silvícolas que aqui habitavam desconheciam o conceito propriedade. Os índios dessas bandas vivam em constante guerra uns com os outros, matando-se, escravizando-se e comendo-se (pouquíssimas tribos não eram antropofágicas) mutuamente. Eram selvagens, na acepção exata da palavra.

Os europeus fundaram aqui uma civilização, com vários defeitos evidentemente (não existe civilização perfeita, nem mesmo no paraíso socialista de Cuba, acreditem!), mas ainda sim uma civilização, com todas as vantagens que esta oferece em relação ao estado de selvageria.

É muito fácil fazer apologia da selvageria e criticar da civilização tendo acesso à internet, postando no Facebook e não precisando ter medo que seu vizinho canibal venha fazer de você e de sua família o jantar da noite. Esses são os que Ortega y Gasset chama de os "señoritos satisfechos", os filhinhos mimados da civilização ocidental, que não entendem como chegamos até aqui e se julgam no direito arrogante de criticar, por mero capricho ideológico, todos os fundamentos do mundo em que vivem. Vivemos hoje o que Nelson Rodrigues chamou de o "despertar dos idiotas"."
Um bom resumo da história do descobrimento se acha aqui: http://www.smartkids.com.br/especiais/descobrimento-do-brasil.html Adapte e conte aos seus filhos!





ATIVIDADES:

Rezar com os filhos a Oração pela Igreja e pela Pátria:

Deus e Senhor nosso, protegei a vossa Igreja, dai-lhe santos pastores e dignos ministros. Derramai as vossas bênçãos, sobre o nosso santo padre, o Papa Francisco, sobre o nosso (arce) bispo, sobre o nosso Pároco, sobre todo clero sobre o chefe da Nação e do Estado, e sobre todas as pessoas constituídas em dignidade para que governem com justiça. Dai ao povo brasileiro paz constante e prosperidade completa. Favorecei, com os efeitos contínuos de vossa bondade, o Brasil, este (arce) bispado, a paróquia em que habitamos, a cada um de nós em particular, e a todas as pessoas por quem somos obrigados a orar ou que se recomendaram às nossas orações. Tende misericórdia das almas dos fiéis que padecem no purgatório. Dai-lhes, Senhor, o descanso e a luz Eterna. Amém.

Pintar a figura da nau de Cabral (achei no http://www.1papacaio.com.br):


Pintar a figura de Cabral:



































 


Explicar e pintar a rota de Cabral de Portugal ao Brasil:


































 



Pintar o índio que habitava o Brasil e o português que o veio civilizar e ensinar o Evangelho:






































Fazer as caravelas de Cabral de sucata (achei no http://www.pragentemiuda.org/2008/04/descobrimento-do-brasil.html):


Ensinar e decorar a poesia sobre a Primeira Missa rezada no Brasil, em 26 de abril de 1500, por Frei Henrique de Coimbra (via http://www.pragentemiuda.org/2009/01/musicaletra-1-missa.html):


























A 1ª Missa

No Ilhéu da Coroa Vermelha,
Onde Cabral ancorou...
E cercados de índios e brancos,
A cruz de Cristo elevou!
Frei Henrique de Coimbra,
A 26 de abril,
rezou a primeira missa,
abençoando o Brasil!

A princípio chamaram a terra,
De ilha de Vera Cruz.
Mas depois logo a crismaram,
de Terra de Santa Cruz.
Mas um pau da cor de brasa,
próprio da terra gentil,
Foi quem lhe deu finalmente,
seu nome eterno: BRASIL! 


Rafael Vitola Brodbeck

Católico, casado e pai de quatro filhos. Delegado de Polícia em Piratini, Rio Grande do Sul, conferencista e escritor de vários livros jurídicos e teológicos. Gradou-se em Direito pela Universidade Católica de Pelotas em 2001, tendo concluído o curso superior de formação na Academia de Polícia Civil do RS em 2008. Diretor do Salvem a Liturgia. Membro do Movimento Regnum Christi, e articulista em vários veículos de imprensa no Brasil. Siga seu Instagram. Fale com ele por email.

Um comentário:

Anônimo disse...

Rafael, você poderia sugerir algum ou alguns livros de história tanto para usar com as crianças como para nós adultos estudarmos e ajudarmos na formação dos pequenos?

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