Visita sabatina: uma devoção mariana muito simples e importante


Visitar Nossa Senhora é uma experiência singela, mas carregada de significado na piedade católica. Muitas comunidades religiosas praticam esse salutar costume de visitar, aos sábados, uma imagem da Virgem especialmente disposta para tal, geralmente em grutas em jardins.

Na regra de vida dos Legionários de Cristo, congregação religiosa inserida no movimento mais amplo do Regnum Christi, compartilhando, pois, o mesmo carisma e espiritualidade, a chamada visita sabatina, é uma prática prevista. Como somos uma família do Movimento, procuramos trazer esse costume dos padres legionários para a nossa igreja doméstica.


Não existe um rito a cumprir. Pode-se fazer com muita simplicidade. Recitar uma Ave-Maria, cantar um hino à Mãe de Deus, refletir em alguma passagem da Escritura ou de um texto dos santos ou do Magistério, sobre Nossa Senhora. As crianças vão junto, para se acostumarem a honrar a Virgem Maria, a fazer seus pedidos, a agradecer sua maternal intercessão por todos nós.

Aqui em casa, fazemos como descreve o cerimonial dos legionários, mas por opção pessoal mesmo e para melhor nos integrarmos à nossa grande família espiritual do Regnum Christi. 

Vamos à imagem que temos na entrada de nossa residência, e rezamos, pois, a Oração à Santíssima Virgem que está disposta no nosso Manual de Orações, fazemos alguns minutos para reflexão pessoal em silêncio, e encerramos com as jaculatórias a Cristo Rei e à Virgem Prudentíssima, Maria, Mãe da Igreja. Isso na hora mais adequada à rotina da casa, geralmente à tarde.

Nos sábados de maio, mês mariano por excelência, essa visita sabatina se reveste de mais solenidade. Pedimos às crianças que entreguem flores ou algum mimo para a imagem de Maria, recitamos a Oração à Santíssima Virgem, cantamos um hino ou antífona marianos em gregoriano, rezamos uma Ave-Maria, eu, como "sacerdote da igreja doméstica" e chefe de família, dirijo uma pequena reflexão que seja aproveitada tanto pela minha esposa, Aline - que também pode dirigir a meditação -, como pelas crianças, e encerramos com as jaculatórias e com o canto da "Mãezinha do Céu".









Rafael Vitola Brodbeck

Católico, casado e pai de quatro filhos. Delegado de Polícia em Piratini, Rio Grande do Sul, conferencista e escritor de vários livros jurídicos e teológicos. Gradou-se em Direito pela Universidade Católica de Pelotas em 2001, tendo concluído o curso superior de formação na Academia de Polícia Civil do RS em 2008. Diretor do Salvem a Liturgia. Membro do Movimento Regnum Christi, e articulista em vários veículos de imprensa no Brasil. Siga seu Instagram. Fale com ele por email.

2 comentários:

Barbara Lores disse...

Agora entendi bem!
Ótima explicação e belíssimo costume :)

Cris GoMon disse...

também entendi, agora!

Ver a MA de véu e a mãozinha, que imagino seja do Bento, nos livros é fofo!

Lembro vagamente de costumes assim na casa de minha avó materna...

Obrigada

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