Conselhos para bem criar os filhos

Como os leitores sabem, casamo-nos em outubro de 2008. Um padre mexicano dos Legionários de Cristo veio de Porto Alegre a Pelotas para celebrar a Missa de casamento na Catedral Metropolitana São Francisco de Paula. Fizemos questão de que o rito do Matrimônio fosse dentro da Missa para simbolizar mais perfeitamente que a nossa união era reflexo da união entre Cristo e a Igreja consumada no sacrifício do Calvário que se faz presente em cada Eucaristia. Fundamos, pois, nossa família, aos pés da Cruz!

Temos três filhos. Por enquanto! Os próximos virão, com a bênção de Deus.

A Maria Antônia nasceu em março de 2010, o Bento em dezembro de 2011, e a Theresa em maio de 2013. São crianças pequenas, portanto, e não temos tanta experiência em sua criação para partilhar com vocês. Não estão alfabetizadas ainda, não têm condições de ler os grandes clássicos, ou de acompanhar a Missa como uma devoção mais compreensível. Alguma coisa adequada às suas idades, principalmente da Maria Antônia, gostaríamos de dividir com os leitores, ao modo de conselhos sobre a nossa rotina com os filhos.

Deixo de fora a vida espiritual, que já foi assunto de outros posts e tem seu tema mais amplamente visualizado no marcador "Piedade em Família".

01. Horários e disciplina

A Theresa ainda mama no peito. E a mamada é por livre demanda, pois ainda não completou três meses. Mas a Maria Antônia e o Bento já entendem que precisam de horários fixos. Nada escrupuloso. Há situações extraordinárias - uma festa, uma viagem - que os fazem sair dos horários comuns. No cotidiano, entretanto, os horários aqui em casa precisam ser respeitados. Assim se formam na disciplina, sabendo que há um tempo para cada coisa, como diz a Bíblia (cf. Ecl 3). Isso lhes ajuda a moldar o caráter e a saber a importância de ter ordem na vida.

Há horários para comer e para dormir, e eles são respeitados. Isso gera um certo sacrifício nosso, como pais, que não podemos estar fazendo o que bem entendemos sempre. No horário das crianças jantarem, um de nós cessa o que está fazendo e se dedica a preparar a comida e a servi-la para eles. A disciplina, então, atinge não só os pequenos, como os pais.























Hora de dormir é hora de dormir. Brincaram, leram, rezaram, conversaram, o dia todo. Agora é hora de deitar, apagar a luz, rezar e silenciar.

02. Televisão

As crianças assistem televisão. Pagamos televisão por assinatura com o pacote completo para termos canais de desenhos. Mas a TV não é livre. Os donos do controle remoto somos nós. Eles não assistem toda hora. Há tempo para assistir desenhos, e eles são acompanhados por nós, para que não vejam o que não é adequado. Mesmo os desenhos aparentemente inocentes podem ser carregados de marxismo cultural, de mensagens negativas, de coisas que se chocam com os valores que transmitimos aqui em casa. Se, por descuido, essa mensagem é passada por algum programa, prontamente corrigimos isso e conversamos com eles sobre o tema.

No momento de brincar e de ler, desligamos a TV. Não é porque pagamos mensalmente a TV fechada que ela deve estar sempre disponível. Não queremos converter o aparelho de televisão no centro da casa, substituindo o oratório. Deixamos as crianças brincarem muito. Sozinhas, juntas, conosco, na sala, no pátio de casa, na praça.




















































































É preciso que eles não se viciem na TV e isso se faz mantendo, desde cedo, um controle não só sobre a programação assistida como sobre os horários.

O uso excessivo dos desenhos pode minar a imaginação dos pequenos, que vêem tudo muito concreto nas imagens televisivas. E desaprendem a brincar, a interagir. Não queremos isso para nossos filhos.


































Além do mais, eles não têm televisão nos quartos. A TV fica na sala, conosco, e quando queremos assistir jornal ou algum programa adulto - que seja adequado para eles estarem presentes -, simplesmente tiramos do desenho e colocamos onde queremos. Fora os horários em que, como já dissemos, a TV fica desligada.

03. Cultura

Fomentamos nos filhos o gosto pelo aprendizado cultural, para sua formação humana integral. Livrinhos infantis, livros sobre histórias reais e grandes exemplos, música de qualidade. Mas isso passa pelo exemplo. Nós também selecionamos bem o que vamos ouvir e ler enquanto adultos. E os pequenos crescem nesse ambiente sadio.

Ouve-se música erudita aqui, mas também popular. Popular de bom gosto. Rock clássico, jazz adequado, blues. Música infantil também é presente, notadamente as canções do nosso folclore, as da Galinha Pintadinha, as do Patati & Patatá. Música religiosa, como os hinos populares antigos, gregorianos e polifonias, é levada a sério e as crianças estão acostumadas com a "música do Papai do Céu".

Contamos histórias para eles. Veja aqui sobre a importância dos contos de fadas. E aqui também


04. Festas

A vida toda é séria, mas a leveza está presente. Almoço em família é uma ocasião de alegria, onde conversamos, rimos, e mostramos nosso amor uns pelos outros.

Constamente, fazemos festas por ocasião da data de um santo, de uma comemoração litúrgica da Igreja, pelos aniversários, pelos aniversários de Batismo, de namoro e de casamento, e aos Domingos sempre assamos um belo e tradicional churrasco gaúcho. As crianças ajudam a preparar as coisas, entendendo também a pedagogia do trabalho doméstico. Tudo sempre com diversão e sem dureza.





























Nos marcadores "Santos e Festas" e "Receitas Culinárias" há uma amostra de nosso cotidiano festivo

Rafael Vitola Brodbeck

Católico, casado e pai de quatro filhos. Delegado de Polícia em Piratini, Rio Grande do Sul, conferencista e escritor de vários livros jurídicos e teológicos. Gradou-se em Direito pela Universidade Católica de Pelotas em 2001, tendo concluído o curso superior de formação na Academia de Polícia Civil do RS em 2008. Diretor do Salvem a Liturgia. Membro do Movimento Regnum Christi, e articulista em vários veículos de imprensa no Brasil. Siga seu Instagram. Fale com ele por email.

5 comentários:

Mariana disse...

Lindos! Serão uma família ainda mais numerosa!! Muito orgulho por ter amigos como vocês!! :)

Cris GoMon disse...

Como de costume, mui generoso em dividir sua vivência com seus leitores, comigo em particular.

Fui criada preservando as refeições em família, sempre a mesa, todos reunidos, e é uma convivência maravilhosa! Dilui a dureza do dia. Lembro que meu pai encerrava o consultório as 11 para poder estar conosco pois estudávamos a tarde... No jantar era mais complicado, mas ele se esforçava... Quando não dava, era sagrado acordarmos as 23 30 e tínhamos um "jantarzinho" (ceia) quando meu pai voltava da UFAM ou da Santa Casa... E assim foi até os 10 anos...

Televisão sempre foi na sala, nunca tivemos e nem temos (e por isso nem gosto) de televisão no quarto...

Cada cômodo da cada tem sua razão de ser... A TV mina o diálogo muitas das vezes... Atrapalha o dormir... E o conteúdo tem que ser criteriosamente observado...

Excelente exemplo o que transmitem, na minha humilde opinião <3<3<3

Camila Abadie disse...

Excelente post! Os frutos de tanto amor, sabedoria e equilíbrio serão colhidos até na vida dos netos de vcs!

PS: Adorei a espada e o escudo da Antônia. Acho que vou providenciar uns por aqui, já que as batalhas são praticamente diárias. ;)

Petterson Dantas disse...

Parece brincadeira... mas ontem mesmo quase não dormi, de tanto pensar se estava ou não acertando na educação aqui em casa.

Que belo blog... não parem nunca!!

Liana Clara disse...

Muito linda a história de vocês. Continue nos contando os progressos da família. Parabéns

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