"O lar cristão é o lugar onde os filhos recebem o primeiro anúncio da fé. É por isso que a casa de família se chama, com razão, «Igreja doméstica», comunidade de graça e de oração, escola de virtudes humanas e de caridade cristã."(Catecismo da Igreja Católica, 1666)

terça-feira, 27 de agosto de 2013

Santa Mônica, uma padroeira para as mães catolicas

Santo Ambrósio, Bispo de Milão, ao ver a conversão de Santo Agostinho, de vida devassa, pelas preces incessantes de Santa Mônica, sua mãe, exclamou: "Um filho de tantas lágrimas não poderia ter se perdido."

A santa hoje comemorada, que deu ao mundo o grande filósofo e teólogo, mais tarde, como Ambrósio, também Bispo, mas em Hipona, na África, é um exemplo de mãe católica que reza constantemente por seu filho. A mãe devota, que sabe ser sua família uma Igreja doméstica, a tomará como exemplo. Por suas lágrimas, Santa Mônica arrancou de Deus a graça da conversão de seu filho. E que conversão! Dissoluto, entregue às paixões, com um filho fora do casamento, e apaixonado por toda sorte de filosofia pagã, Agostinho se fez católico e santo, um dos gigantes do cristianismo, o maior Padre da Igreja do Ocidente.

O que tornou Santo Agostinho tão grandioso? A intercessão de sua mãe, Santa Mônica.

A mãe católica rezará por seus filhos que se desviaram, pedindo que sejam como Agostinho, mas também por aqueles que não se perderam para que perseverem.

Nosso blog não poderia deixar de, na memória litúrgica de hoje (calendário novo, reformado, pós-conciliar), prestar sua homenagem a essa fantástica santa, que deve ser venerada por todas as mães de família.

Segundo a Wikipedia:

Esta santa alegadamente nasceu em 331 d.C., em Tagaste, mas há controvérsias acerca dessa data. Foi, segundo as tradições católicas, criada por uma dada, ou seja, uma escrava que cuidava dos filhos dos senhores, dessa senhora recebeu "educação e rígidos ensinamentos religiosos".

Casou-se, conforme a lenda, aos dezessete ou dezoito anos com Patrício, o casal ocupava razoável posição social, mas apesar disso Mônica não era feliz no casamento pois sofria com a infidelidade do marido, por isso começa a atingir o ideal cristão de boa esposa e mãe, já que nunca criou discórdia por esse motivo.

Foi mãe de Santo Agostinho, sendo ele, segundo o também Doutor da Igreja, o seu alicerce espiritual que o conduziu em direção à suposta "fé verdadeira", já que o converteu por insistência ao Cristianismo. Ele julgava ser a mãe a "intermediária" entre ele e Deus. Durante a adolescência de Agostinho até ao seu batismo, Mônica vivia entre lágrimas, lamentando a vida de alegadas "heresias" do filho, e orava fervorosamente para que ele encontrasse a "verdadeira fé".

Agostinho atribuiu a um sonho de sua mãe o passo definitivo para sua conversão e a "confirmação" de sua vocação religiosa, desse modo Mônica se torna responsável pelo destino cristão do filho.

A partir disso o filho vê a mãe de forma santificadora, mas reconhece o fardo feminino que ela carrega, já que nos primórdios da Igreja Católica, a mulher era vista entre dois extremos, o da exaltação e da condenação, devido à face maniqueísta desta religião. A parte "boa" do sexo feminino era representada por Maria e a parte "ruim", que se entrega à tentação, representada por Eva. Foi dessa forma que Mônica foi vista por seu filho e pela Igreja Católica.

Morreu aos 56 anos, no ano de 387, mesmo ano da conversão de seu filho. Seu corpo foi "descoberto" em 1430 e transferido para Roma onde mais tarde uma igreja lhe foi dedicada. Mônica foi canonizada não por ter operado milagres ou por ser mártir, mas sim por ter sido, alegadamente, a "responsável pela conversão de seu filho" mostrando empenho em ensinar condutas cristãs como moral, pudor e mansidão, mostrando a intervenção feminina no interior da família, pois foi o meio, através da oração, que contribuiu para a vida religiosa do filho.

Os marinheiros que acompanhavam Agostinho em suas viagens mediterrâneas se confortavam orando à Mônica, pedindo a chegada a salvo.


Tendo nascido em Tagaste, cidade da Argélia, sugerimos que se comemore também na cozinha, um dos santuários da Igreja doméstica, com um "frango argelino":

Ingredientes

    1 kg de peito e sobrecoxa de frango
    2 dentes de alho
    Sal e pimenta-do-reino a gosto
    2 limões
    4 colheres (sopa) de azeite de oliva
    4 cebolas médias
    2 tomates sem pele e sem semente
    1 colher (sopa) de coentro em grão
    1 colher (sopa) de Curry
    1 folha de louro
    1 galho de alecrim
    1 galho de tomilho
    250g de couscous (semolina de trigo duro)

Modo de preparo

    Tempere o frango com o alho socado, o sal e a pimenta.
    Regue com o suco de limão e deixe tomar gosto durante 15 minutos.
    Refogue no azeite com a cebola picada.
    Coloque os tomates em cubos e os demais temperos.
    Cubra com água.
    Cozinhe em fogo brando até amaciar.
    Retire o frango para uma travessa.
    Coar 1/4 de litro do seu caldo.
    Leve ao fogo numa panela.
    Quando ferver, coloque a farinha de couscous, mexendo sem parar com uma colher de pau até engrossar.
    Cozinhe em fogo brando durante 10 minutos e mexa de vez em quando.
    Sirva o couscous acompanhado dos pedaços de frango e do restante do caldo.

Rendimento: 4 porções

Fonte: Comida e Receitas


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