"O lar cristão é o lugar onde os filhos recebem o primeiro anúncio da fé. É por isso que a casa de família se chama, com razão, «Igreja doméstica», comunidade de graça e de oração, escola de virtudes humanas e de caridade cristã."(Catecismo da Igreja Católica, 1666)

sábado, 19 de outubro de 2013

Costumes e receitas de Halloween


Halloween, 31 de outubro, é uma festa católica. Dos americanos, ingleses e irlandeses. A Aline é descendente de irlandeses, e gostamos de manter as tradições étnicas aqui em casa. Como "irish" e católicos, então, comemoramos o Halloween.

Ainda tem dúvida sobre a catolicidade da festa? Postei algo sobre isso no Salvem a Liturgia, e transcrevo para cá:

"Halloween (All Hallow’s Eve, Vigília de Todos os Santos) não é satânico coisa nenhuma.

É um dia que celebra a Vigília de Todos os Santos. E os católicos irlandeses é que começaram a se vestir de diabo e bruxas. Sabem por quê? Para debochar do paganismo, para mostrar, num jeito bem celta, que os “antigos costumes” não valem nada, que o diabo não tem poder sobre Cristo. E também para manter o seu folclore (duendes, gnomos etc – mas tudo folclore, eles não acreditam nisso).

O Halloween é a cristianização da festa pagã anterior, dos celtas, mas não é paganismo na Igreja. Até porque o festival pagão se chamava Samhain. Halloween é nome católico.

Identificar o Halloween com paganismo, como se fosse errado e satânico, é coisa recente. Fantasiar-se de bruxa é algo muito católico.

O fantasiar-se de monstro e bruxa pode até ter começado com os pagãos (mas no Samhain, não no Halloween). De qualquer forma, os católicos adotaram esse costume, mas mudando a finalidade: manifestar a supremacia de Cristo sobre o paganismo, do qual debochavam pelo uso de máscaras (inclusive de bruxas, que eram as sacerdotisas do druidismo celta).

Pagãos não teriam que se vestir de bruxas, pois eles eram adeptos da religião das mesmas (seria como se os católicos se vestissem de padre, coisa sem função). Eles se vestiam é de monstros. Nós adotamos o tal costume e ainda nos vestimos de bruxa, para debochar do paganismo.

Festas semelhantes existem no Peru e na Colômbia, com máscaras indígenas pagãs, mas para igualmente debochar do paganismo. E a Igreja lá nunca proibiu (como a da Irlanda também nunca proibiu as máscaras de Halloween).

Só considero que seja estranho esse costume no Brasil, pois não é parte de nossa cultura. Nos EUA, tudo bem, porque os irlandeses foram em massa para lá. Mas aqui? Se querem debochar do capeta e, ao mesmo tempo, celebrar o folclore, o mais sensato seria nos vestirmos de saci-pererê e mula-sem-cabeça.

A coisa é muito simples. O que significa “All Hallows Eve” (de onde vem a contração “Halloween”)? Significa “Vigília de Todos os Santos”. Era uma festa cristã, que constava do calendário litúrgico até a reforma de 1962. Logo, é uma festa cristã, não pagã. Uma cristianização do antigo Samhain (esse, sim, pagão).

Já o vestir-se de bruxa é um deboche do paganismo.

Agora se alguém faz isso para brincar de bruxo, sinto muito. Não tira a origem cristã nem da festa nem do costume.

O Halloween foi criado para combater o Samhain, esse sim um dia pagão. O Halloween é o Samhain batizado, cristianizado, purificado. Se outros o paganizaram novamente, isso é outro problema. Mas a festa é nossa!

O Natal, por exemplo, está extremamente comercial, e mesmo em alguns países é totalmente laicizado, sem nenhuma referência a Jesus. Se a moda pega, e os pagãos assumem o Natal para eles (até porque a origem também é pagã, como o Samhain), deixaremos de comemorar?

Assim como o Dia do Sol foi cristianizado e se transformou no Natal, o Samhain foi cristianizado também e se transformou no Halloween (All Hallows Eve – Vigília de Todos os Santos). Ou seja, o pagão é o Dia do Sol, e é o Samhain. Se evitarmos o Halloween por ser originado do Samhain, evitemos o Natal por ter sido o Dia do Sol. O raciocínio é IDÊNTICO!

Estamos fazendo com o Halloween, festa católica, o mesmo que fazem os testemunhas de Jeová com o Natal.

Concordo que o Halloween tenha sido deturpado por grupos esotéricos, por sua origem ser o Samhain, mas a resposta católica será repudiar uma festa que é nossa? Então, se inimigos da Igreja se apropriarem do Natal, deturparem-no e retomarem para si por causa de sua origem no Dia do Sol, passaremos a não mais comemorar o Nascimento do Salvador?

Ou vamos negar que a Vigília de Todos os Santos (All Hallows Eve, em inglês, cuja contração fica Halloween) seja uma festa católica? Festejar todos os santos é coisa pagã? Não confundam: o Samhain é pagão, porém o Halloween é católico. Agora, se os pagãos “seqüestraram” o Halloween para eles nos dias de hoje, isso é outro assunto.

Abram um calendário litúrgico anterior ao código de rubricas de João XXIII, e verão no dia 31 de outubro: “Vigília de Todos os Santos”. Se for em inglês estará “All Hallows Eve, also know as Halloween”.

No fundo, a grande questão é se é lícito ou não aderir a essa festa. E é, porque é católica!

E se é lícito ou não fantasiar-se de bruxa, duende, vampiro. E é, pois tanto a origem é católica (irlandesa), quanto o fim pode ser neutro (crianças brincando de assustar) ou bom (debochar do paganismo). Se o fim for ruim (exaltar o paganismo, ou festejar o Samhain disfarçado em festa católica), é errado.

Alguém poderia contrapor: “A expressão “Dia das bruxas”, considerada atualmente como sinônimo fosse de Halloween, dá a idéia de um dia em que as mesmas são homenageadas ou debochadas???”

Dá a impressão que são homenageadas, eu sei. É por isso que insisto em “Halloween”, pois é o nome católico, e não em “Dia das bruxas”.

Aliás, nos EUA eles não chamam de “Dia das Bruxas”. Essa tradução portuguesa é mal feita e desconexa com a realidade. Lá é Halloween, pura e simplesmente. Se aqui querem traduzir, que traduzam direito: “Vigília de Todos os Santos”. Ou deixem em inglês mesmo: “Halloween”. Aqui no Brasil é que se inventou uma tradução ridícula e sem sentido como “Dia das bruxas”.

Um artigo da Quadrante confirma o que eu digo!

Algumas linhas, enfim, do conhecido apologista católico, Prof. Carlos Ramalhete, sobre o tema:

    “As fantasias de seres malignos postas em crianças é uma forma de mostrar como eles são fracos e ridículos (como as crianças, que na Europa são tradicionalmente vistas como adultos que ainda não estão “prontos”). As fantasias de Halloween têm, assim, um sentido simbólico mais ou menos parecido com o uso de fantasias de políticos no Carnaval brasileiro.

    Como, contudo, com a descristianização da sociedade americana houve um ressurgimento dos medos pagãos, atribuindo aos demônios poderes maiores que a realidade, criando-se novas formas de culto demoníco (Wicca, etc.), no que a visão calvinista de mundo não ajudou pouco (basta lembrar-se do episódio das Bruxas de Salém para ver este medo em ação), esta festa derivou até ter par alguns o significado presente de celebração da bruxaria. O que era ridículo tornou-se “mágico”, o que era uma demonstração de fraqueza tornou-se demonstração de força.

    Podemos assim dizer que o Halloween atualmente adicionou conotações não-cristãs a uma festa cristã (a festa celta foi completamente perdida e submergida no cristianismo, como a nossa festa de S. João – originalmente data magna da comemoração celta do solstício de verão -, o uso de alianças de casamento, etc.). Estas conotações, porém, dentro do “mainstream” americano, não tem em absoluto um sentido de protesto aberto contra a Igreja, sendo apenas uma festa algo farsesca (logo ainda preservando algo do espírito cristão original). Apenas alguns amalucados (Wiccans e outros) a vêem como celebração da bruxaria e não como uma espécie de Carnaval.”

Evidentemente, não estamos, com isso, de modo algum, legitimando o abuso que hoje se faz em relação à data."



Após esse artigo, uma senhora foi lá no Salvem me criticar, e tive que comentar com a seguinte resposta:
"1. O Halloween é uma festa católica, criada pelos irlandeses a partir de uma festa pagã celta. Até aí nada de mais, pois o Natal também era pagão, e muitos costumes da Igreja vieram do paganismo, sendo "batizados". Santo Tomás mesmo "batizou" Aristóteles, como Santo Agostinho o tinha feito com Platão, seguindo sempre a máxima de São Justino, de que os pagãos tinham em sua mitologia uma forma de prefiguração da verdade que se lhe seria anunciada.

2. Como festa católica, o Halloween preparava a outra festa da qual era vigília: a festa de todos os santos, e também a subsequente, finados. Daí que elementos de finados foram adotados em Halloween, como as caveiras e os ossos. E o ambiente noturno da festa se explicava por se tratar de uma vigília, que se faz à luz de velas e lanternas.

3. Vestir-se de bruxas, monstros e duendes foi uma forma que os irlandeses encontraram para debochar do paganismo, já que o dia do Halloween, anteriormente, e com outro nome - Samhain - era uma data de festa pagã. Era também uma maneira de mostrar às crianças a realidade do mal: existia tanto que se fantasiavam de símbolos dele. Uma forma natural e bem concreta de catequese.

4. Hoje, o Halloween foi tomado de assalto por pagãos em algumas partes do mundo. E principalmente por pessoas que só enxergam nele uma data folclórica ou comercial. Ora, fazem o mesmo com o Natal e o Natal não deixa de ser Natal. Mesmo que um dia os pagãos reivindiquem o Natal para eles como o Dia do Sol Invicto, não deixaremos nós de comemorar, não é mesmo? Se os pagãos sequestraram o Halloween, em vez de darmos de presente para eles, que tal reavermos algo que é NOSSO? Óbvio, falo "nosso" em relação a irlandeses, ingleses e americanos, e seus descendentes, pois não é da cultura brasileira.

5. Penso que o Pe. Gabrielle, quando critica o Halloween está PARCIALMENTE certo, e o Prof. Felipe também. Se eles falam do Halloween ** TAL COMO É CELEBRADO HOJE POR ESOTÉRICOS E NEW-AGERS EM GERAL **, sim, está errado celebrá-lo DESSA FORMA. A festa, qualquer festa, é neutra, e a moralidade está no modo de comemorar. Se alguém se veste de bruxa no Halloween porque acha que vai atrair energias positivas ou entrar em contato com a Deusa, ou quer invocar espíritos, o modo de comemorar a festa é imoral. E não só isso: perigoso e satânico! Se outra pessoa se veste de bruxa no Halloween só pra observar um folclore, sem nenhuma adesão ao paganismo, aliás, rindo disso, o modo de comemorar a festa é neutro. Agora, se uma terceira pessoa se veste da mesma bruxa no mesmo Halloween com intenção católica de vigiar todos os santos e debochar do paganismo, o modo de comemorar a festa é BOM. Obrigatório? Não. Conveniente? Nem sempre, por vezes sim, por vezes não. Mas é bom e católico.

6. No Brasil, não faz sentido observarmos elementos culturais, ainda de origem religiosa, estrangeiros. Mas digamos que a senhora fosse irlandesa ou morasse em uma cidade com forte imigração norte-americana ou trabalhasse em uma escola de inglês. Como católica, poderia comemorar Halloween se vestido de bruxa/duende/monstro, pedindo "doces ou travessuras" e decorando abóboras? Sim, poderia. Não é "deveria". Mas poderia, sim, deixando claro a intenção. Se a senhora acha que é inconveniente e vai dar contra-testemunho participando, faça o que sua consciência lhe manda. Todavia, não há mal objetivamente na festa de Halloween tradicional (fantasias, doces ou travessuras, lanternas de abóboras), e nisso a senhora concorda, certo? O erro é o ABUSO, a visão esotérica que tomou conta da festa!

7. Minha postagem aqui no Salvem não foi no sentido de obrigar católicos a celebrar, do jeito tradicional irlandês e americano, o Halloween, mas de mostrar que, sendo uma festa católica e com esses símbolos sendo católicos, com intenção católica, o Halloween PODE ser celebrado assim por católicos. Não é um recado do tipo "católicos, vistam-se de bruxas no Halloween" mas sim "católicos, não critiquem outros católicos que se vestem de bruxas no Halloween", entendeu?

8. Enfim, acho que é saudável mostrar aos filhos a verdade sempre. Não quero lhe dar receita de bolo nem dizer como deve criar seus rebentos, mas aqui em casa, a fórmula, para manter/recuperar a tradição irlandesa da família da minha esposa nos nossos herdeiros, é de explicar o sentido católico do Halloween, explicar a realidade do mal com lições do Catecismo, dar o significado da solidariedade e partilha do "doces ou travessuras" e mostrar que a travessura contra quem não foi solidário é um símbolo da justiça divina contra quem não é caridoso (devendo, pois, a travessura também não ser excessiva para não ser outro pecado contra a caridade em sentido oposto), fantasiá-los de bruxa/monstro/duende/vampiro SE ELES QUISEREM, fazer o link entre Halloween, Todos os Santos e Finados, como se fosse um tríduo, rezar bastante conforme o espírito da festa de Todos os Santos, rezar depois pelos falecidos, decorar a casa com caveiras para as crianças já irem pensando na terrível realidade de sua própria morte e se preparando para ela, quando se encontrarão com Deus e acertarão as contas, cada um partilhar em família sobre a vida de seu próprio santo patrono, e, por último, desenvolver o sentido final dos elementos culturais e folclóricos como algo positivo."

Enfim, essas lendas, monstros, duendes, e contos de fadas são fundamentais para a formação da imaginação moral da criança, como demonstramos neste artigo e neste.

Bem, feito esse esclarecimento, vamos ao post de hoje. A idéia é listar costumes e receitas para festejar a Vigília de Todos os Santos com as crianças, preservando os elementos jocosos, as brincadeiras, e ao mesmo tempo mostrando aos nossos filhos a profundidade espiritual por trás disso: a realidade da morte, a vitória do cristianismo sobre o paganismo, a comunhão dos santos, a veneração à Igreja Triunfante e o sufrágio pela Igreja Padecente.

Uma receita que achei interessante é a de "ovos no Purgatório". Até o nome é bem sugestivo para a festa. Está em inglês aqui.


A clássica receita irlandesa do colcannon é uma ótima pedida também.

Para ficarmos em costumes mais latinos e menos celtas, podemos ir até o México buscar a receita do "pan de los muertos". Eles comemoram a Vigília de Todos os Santos de modo diferente do "tradicional" Halloween britânico e americano, mas fazem suas festas.

O excelente site "Catholic Foodie" traz também a receita de "biscoitos de dedo de monstro", que vão fazer a alegria da criançada!





Cupcakes - a nova mania da Aline, que eu adoro - de Halloween também são ótimos! Olhem a receita: http://allrecipes.com.br/como-fazer/33/como-decorar-cupcakes-para-o-halloween.aspx


Claro que a Jack'o-Lantern não poderia faltar, né? Achei um site que ensina a fazer a famosa lanterna na cabeça de abóbora de modo bem simples. Clique aqui.



Fantasiar-se também é um costume clássico. Há três tendências: a clássica, em que as fantasias são de monstros; a moderna, em que qualquer fantasia vale; e a fantasiar-se de algum santo da Igreja Católica, até porque é a Vigília de Todos os Santos. Qualquer uma delas vale a pena para a família católica, e embora não seja mal fantasiar-se de bruxa, monstro, duende, não vejo com bons olhos vestir-se de demônio. Uma coisa é debochar do mal vestindo-se de alguma representação simbólica dele. Outra é fantasiar-se do próprio demônio. O diabo existe e não é motivo para riso. Respeito, todavia, quem pensa diferente, desde que tenha argumentos sólidos para sustentar sua posição.

Vejamos algumas fantasias típicas:


Já os adultos podem entrar na onda das crianças e se fantasiar ou apenas colocar um adereço "macabro". A mãe de família poderia estar com um batonzão vermelho ou preto, e uma maquiagem "dark" ou "gótica".



 


 



E aqui algumas sugestões para decorar a casa e a mesa:





 







9 comentários:

Joálisson Silva disse...

Não é abóbora, é gerimum! haha
Regionalismos a parte, é sempre bom ler os artigos aqui do blog. Muito esclarecedor.

Rodrigo Araujo Ferreira disse...

Muito interessante o artigo, parabéns.

Anderson Diniz disse...

Bom dia! Gosto muito de seu blog, mas discordo do seu entendimento sobre tal festa, ainda que, segundo foi exposto, a "cultura" irlandesa pretenda debochar do paganismo. O maligno é uma fera sempre à espreita. Nós adultos e principalmente as crianças não possuímos capacidade de desafiar os seres do mal a não ser que por desígnio específico de Deus a exemplo dos profetas, reis, apóstolos, e demais pessoas conforme encontramos narrado no texto bíblico. Dificilmente a Santa Igreja Católica aprovaria a comemoração da vigília de todos santos com práticas dessa natureza. Reafirmo, mesmo com a boa intenção que você pretenda com isso. Aconselho fantasiar seus filhos nas festas oficiais da Igreja à moda dos santos e anjos do Senhor! Um grande abraço a parabéns por preservar sua família dentro do coração do Pai Eterno!

Anônimo disse...

Entendi, é quase igual ao carnaval, não é?
Cristina.

SPACCA É... disse...

olá, Rafael,
parabéns pelo blog, vim aqui pela indicação do Grimaldo.
Quando li isto; "Fantasiar-se de bruxa é algo muito católico", lembrei das peças do padre Anchieta, didáticas, que eram praticamente comédias onde o demônio e seu assecla sempre se davam mal.
Ótima a idéia de nos reapropriarmos do Halloween. Cresci vendo isso nos filmes americanos, mas aqui não era moda ainda.
abraços, sp

Rodrigo Palma disse...

Eu achei muito convincente sua explicação, mas sempre fica uma dúvida, e sempre tem padres dizendo o contrário. O responsável por moral e doutrina na Igreja é um bispo, o Senhor Rafael ou a Senhora Aline, se pudessem pedir a opinião de algum bispo Brasileiro para postar isto como aceitável pela Igreja seria algo muito bom. Pelo menos, ninguém poderia contestar.

Obrigado.

Aline Rocha Taddei Brodbeck disse...

Rodrigo,

Isso NÃO é questão de doutrina. Doutrina é a verdade revelada e outros pontos diretamente conexos com ela. Jesus não revelou se pode ou não pode ir a Halloween. A festa de Halloween não é uma doutrina, mas um FATO. Ela existe. Agora quanto à sua compatibilidade com a fé ou não, isso cabe a cada um discernir em casos concretos com o auxílio dos dados, da análise da situação, da prudência, do diretor espiritual, do ambiente. A Igreja não tem respostas prontas para cada fato da vida. Por isso não é preciso pedir que um Bispo sentencie sobre isso: a fala de um Bispo seria uma OPINIÃO apenas. Segura, abalizada no mais das vezes, mas ainda assim opinião.

Rodrigo Palma disse...

(continuando o que eu dizia no comentário anterior)

Eu entendi, e gostei muito do artigo e da informação. Mas pelas circunstâncias atuais da Igreja do Brasil (que são os leitores do artigo, católicos brasileiros) isso acaba sendo polêmico e deixa muita gente desorientada.

Isso é uma questão de responsabilidade, vocês não podem escrever uma coisa que escandaliza muitas pessoas e deixar que cada uma decida o que quer e o que não quer entender. Para mexer em assuntos delicados como este, e deixar as pessoas de coração tranquilo, deve ser feito de forma cuidadosa, e a OPINIÃO de um bispo seria um ótimo respaldo para isso. Já que ele é o responsável por isso.

Me veio à cabeça uma passagem de alguma carta (não me lembro agora qual é) em que Paulo fala sobre o consumo de carnes oferecidas a ídolos, que algumas pessoas comiam e outras se escandalizavam com isso, porque achavam que quem comia estava tomando parte do sacrifício pagão.

Paulo, apóstolo, portanto, detentor do múnus episcopal, para desfazer esta confusão, interveio com uma opinião, já que realmente, não é uma questão de revelação, mas de conduta. E na verdade, a opinião não foi nada demais, porém foi tudo quanto necessário para acalmar a todos.

Veja bem, Paulo deixou claro, que quem aceita Jesus e rompe com o pecado, não tem o que temer, e sendo fiel a Deus, não importava se a carne era oferecida a ídolos, de alguém oferecesse, poderia comer, o "mal" que a carne oferecida a ídolos pagãos, eventualmente pudesse conter, não é relevante para quem está com Cristo. Mas se alguém se escandaliza por isso, então não coma.

Eu acho que se trata da mesma coisa o caso do halloween, se é só para brincar, quem viaja para o exterior ou frequenta escola de inglês ou no caso de vocês que fazem seu pequeno halloween, a senhora Aline é descendente de irlandeses... ok, não há problema, devido a toda essa explicação que contem o artigo, escrito pelo seu marido. Mas como isso escandalizaria muita gente, então não se faça essas comemoração e não se propague essa cultura, que é de outros países.

É simples, porém, muitas pessoas, inclusive padres, tem dificuldade de entender isto, e acaba ficando uma situação muito chata.

Por isso, perguntei da possibilidade de um bispo pelo menos se pronunciar quanto a isso.

Obrigado pela atenção e desculpe o incômodo

Juliana Monteiro disse...

Nos EUA as crianças católicas se fantasiam de santos em All Saints Day. É muito fofo! Os miudinhos vestidos como San Juan Diego e Madre Teresa. Queria que fosse assim aqui também. Em vez de super heróis de HQ, as crianças se vestindo de São Miguel Arcanjo! Gostei muito do blog. Cheguei aqui porque estava atrás de receitas devocionais e me deparei com uma linda família que se dispõe a compartilhar seus maiores tesouros. Parabéns pelo trabalho e muito obrigada! Que Deus os abençoe.