"O lar cristão é o lugar onde os filhos recebem o primeiro anúncio da fé. É por isso que a casa de família se chama, com razão, «Igreja doméstica», comunidade de graça e de oração, escola de virtudes humanas e de caridade cristã."(Catecismo da Igreja Católica, 1666)

domingo, 26 de janeiro de 2014

Celebrando Santa Inês

Nesta semana comemoramos, dia 21, a memória de Santa Inês, Virgem e Mártir. Ela tem uma relativa importância na história da minha família, já que minha avó materna se chamava Ignez e era devotíssima dela, tendo eu aprendido sobre sua vida aos seus pés.

É uma das grandes mártires de nossa fé, e seu nome consta do Cânon Romano rezado na Missa. De origem nobre e pertencente a uma das mais poderosas famílias da Roma antiga, fez-se cristã com seus pais desde cedo. 

Quando o filho do prefeito de Roma a cobiçou, descobriu que Inês tinha feito voto de castidade e consagração total ao Deus dos cristãos, e a denunciou como não praticante dos ritos pagãos. Foi, então, a jovem, então com 12 ou 13 anos, condenada a manter aceso o fogo da deusa Vesta em seu templo. A santa recusou com essas palavras: "Se recusei seu filho, que é um homem vivo, como pode pensar que eu aceite prestar honras a uma estátua que nada significa para mim? Meu esposo, Jesus, não é desta terra." Os romanos tiraram suas roupas e a expuseram nua em um prostíbulo da cidade. Todavia, por graça especialíssima de Deus, ninguém ousou aproximar-se dela, pois uma luz celestial a cobriu e milagrosamente seus cabelos cresceram de tal forma que protegeram suas partes íntimas.

Dizem as legendas medievais que um dos frequentadores do prostíbulo a desejou, embora não a pudesse tocar, e morreu fulminantemente, sendo que, ato contínuo, Inês rezou por ele e o ressuscitou.

Levada novamente a julgamento, sua pena foi de ser queimada. Entretanto, as chamas nada lhe fizeram, de modo milagroso. Foi, no fim, morta por decapitação, nunca renunciando à sua fé católica.

O nome Inês, em latim, é Agnes, vindo de agnus, cordeiro. Por isso, seu símbolo é o cordeiro, e isso parece sumamente adequado pois, como o Cordeiro, Cristo, ela também se imolou a Deus pela verdade.

Justamente por tal associação, os monges trapistas do mosteiro perto de Roma presenteiam todos os anos, na festividade de Santa Inês, as monjas beneditinas do Mosteiro de Santa Cecília, em Roma, com dois cordeiros de seu rebanho. Após, em uma Missa Pontifical celebrada na Basílica de Santa Inês Extra-Muros, a lã desses cordeiros é utilizada para confeccionar os pálios, que serão entregues aos arcebispos nomeados pelo Papa na solenidade de São Pedro e São Paulo.

Vê-se a grandiosidade dessa santa adolescente. Tão jovem, tão cheia de fé e amor pelo Senhor. Um modelo para todos aqui em casa, especialmente para a Maria Antônia e para a Theresa, que serão adolescentes como Inês também foi.

Temos, enfim, o costume de, a cada ano, sortearmos, por métodos variados, um santo padroeiro para cada um aqui em casa. Durante todo o ano, quem "pegou" determinado santo deve ler sobre história, aprofundar-se em sua vida e seus eventuais escritos, imitar suas virtudes, venerá-lo, pedir sua especial intercessão. E Santa Inês foi a sorteada pela Aline pelo "Gerador de Santos". É mais uma razão para termos a santa bem perto de nossa família.

Em sua festa foi dia de rezar muito para Santa Inês, pedir sua intercessão, rogar pela alma da minha avó materna que leva seu nome, e também, por conta do pálio abençoado nesse dia e imposto a ele pelo Papa, lembrarmos de Dom Jacinto Bergmann, Arcebispo Metropolitano de Pelotas, de cuja arquidiocese a nossa Diocese de Rio Grande é sufragânea (além de termos eu, o Bento e a Theresa nascido em Pelotas, eu ter sido criado lá, a Aline ter passado a adolescência e a juventude lá, onde nos conhecemos e casamos).

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